
O que é Gozo para Psicanálise?
Gozar, em sua origem, é a manifestação do efeito de sentido. As revelações do gozar são ambíguas, endereçam tanto ao prazer quanto ao desprazer. Para psicanálise, o gozo é uma manifestação opaca que ocorre em momentos sinuosos. Tendo isso no horizonte, produzi um vídeo sobre as interpretações psicanalíticas sobre o gozo — conceito trabalhado com afinco por Jacques Lacan:

A leitura da Psicanálise sobre o Gozo
Quando falo de gozo nesse vídeo tento deslocar uma ideia muito comum: a de que tudo aquilo que buscamos é simplesmente prazer. Na psicanálise, especialmente a partir de Jacques Lacan, o gozo aponta justamente para a ambiguidade disso — aquilo que insiste, mesmo quando nos faz sofrer. É aquele ponto em que a pessoa diz “não aguento mais”, mas, ainda assim, repete. Há algo ali que a prende, uma satisfação que escapa à lógica consciente.
O efeito de sentido é a origem do gozo
Proponho pensar o gozo como algo que se constitui a partir de um efeito de sentido, ligado às primeiras relações do sujeito com o outro e com a linguagem. Isso faz com que ele não seja apenas um conceito abstrato, mas algo que aparece no cotidiano: nos relacionamentos que se repetem, nas escolhas que parecem contrariar o próprio bem-estar, nos sintomas que retornam. O gozo não é um erro — ele é uma forma de resposta do sujeito àquilo que lhe falta.
O tratamento do gozo
O gozo, nos moldes do que pensou Lacan, organiza nossas formas de desejar, de amar, de sofrer. Ele aparece em análise com uma questão: como cada um se implica nisso que repete? Como reconhecer o modo singular de satisfação e sustentá-lo?
Se esse tema te provoca algum incômodo ou curiosidade, talvez seja um bom sinal. A psicanálise não oferece respostas prontas, mas abre um espaço para que algo do seu próprio modo de viver — inclusive aquilo que não faz sentido — possa ser escutado. É aí que o trabalho começa.
Sintoma, Inconsciente
9 de dezembro de 2025 às 16:00:00
João Pedro Vilar Nowak de Lima
Muitas vezes tomamos como verdadeiros sentimentos que foram criados em momentos muito particular da nossa vida.
Esses afetos ganham forma ao longo do tempo e passam a orientar nossos caminhos — e também nossos impasses.
Tenho a intenção de demonstrar que aquilo que tomamos como evidente, verdadeiro, são sentidos que podem ser analisados, criticados e reformulados.

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João Pedro Nowak - Psicólogo e Psicanalista
João Pedro Nowak - Psicólogo e Psicanalista
Nem sempre aquilo que sentimos é tão evidente quanto parece.
A psicanálise permite interrogar afetos e abrir novas possibilidades.

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Eu acredito que, com frequência, tomamos por verdadeiro, por evidentes, afetos e emoções que foram criados em um momento muito particular da nossa vida.
Esses sentimentos vão ganhando contornos, vão sendo tecidos no nosso imaginário de maneira muito singular e, com isso, criam-se caminhos e descaminhos.
Penso que a experiência da vida nos leva questionar muito daquilo que tínhamos como natural e normal.
Tenho a intenção de demonstrar que aqueles afetos que tomamos por evidentes, por verdadeiros, podem ser analisados, criticados e reformulados.
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Formação e Experiência Clínica
Anos de Experiência
11
1111
Atendimentos Clínicos Realizados
11
Pessoas Atendidas
-
Mestrado em Psicologia pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
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Participação em Palestras e Congressos
-
Percurso de formação pela
Escola Brasileira de Psicanálise (EBP)
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Constante Implicação Clínica
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Escuta Ética e Confidencial
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Docência na Graduação e Pós-Graduação
Registro Ativo no Conselho de Psicologia CRP/14:08217-2
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