
Depressão: Sintomas e Tratamento
Cansaço e excesso são imperativos da vida, principalmente em uma sociedade mediada por telas, onde a performance é endereçada e carregada no bolso. A depressão se manifesta como solução e, não à toa, é reconhecida como a expressão da nossa sociedade.

Depressão: quando o cansaço não acaba
A depressão, hoje, aparece menos como uma ruptura e mais como uma solução sileciosa. Não se trata apenas de tristeza, mas uma espécie de resposta aos cenários que a vida solicita. Byung-Chul Han, em A Sociedade do Cansaço, descreve essa cena com precisão: saímos de uma lógica disciplinar para uma lógica de desempenho, onde a questão não é a proibição, mas sim aquilo que somos convocados a assumir. O resultado não é liberdade, mas exaustão. A depressão é efeito colateral esperado.
O neoliberalismo como forma de gestão do sofrimento transforma cada um em pequeno empresário, gestor de si, responsável por seu próprio sucesso e fracaso, o famoso "capital humano". Nisso ficamos cada vez mais isolados, segregados, capitalistas e indiviudais. Não é difícil entender o esgotamento, a culpa e a resposta de paralisia diante do mundo.
O sofrimento que não encontra palavras
Nos processo clínicos, a depressão frequentemente se apresenta como um empobrecimento da experiência. O tempo desacelera, o desejo rareia, o mundo perde cor. O sofrimento não se organiza como conflito, mas como vazio — dificuldade de simbolizar o que se vive.
Há algo aí que escapa à lógica da explicação rápida.
A cultura oferece respostas prontas — produtividade, autocuidado, motivação — e o senso estético de si se organiza nisso.Curiosamente, nada tem de eficiente em relação ao sofrimento. Freud em Luto e Melancolia já falava de um sofrimento que o sujeito não sabe exatamente o que perdeu, apenas sente que algo foi retirado de si. Talvez por isso a depressão seja, tantas vezes, silenciosa. O sentimento difuso é de que algo está sempre faltando: o autocuidado, a motivação, a vontade, o desejo, e por aí vai...
O que é possível fazer?
Não se trata de eliminar a depressão como quem descarta um resto indesejado. A lógica está mais próxima de outra operação: trabalhar com aquilo que sobra. Como quando abrimos a geladeira e, a partir daquelas sobras de almoços e jantares, inventamos um novo prato — outro sabor, outra forma, algo que não existia antes, mas que só foi possível porque havia restos.
Na psicanálise é essa a aposta: escutar o silêncio, o excesso, o cansaço — aquilo que se repete e insiste. É nesse ponto que algo pode se deslocar. O que antes aparecia como falha ou inadequação pode ganhar outra leitura, menos ligada à adaptação e mais à singularidade.
Isso significa que não se trata de alcançar um ideal de felicidade pronto, como mais um produto disponível no feed infinito. Trata-se de construir, pouco a pouco, uma relação própria com aquilo que se apresenta como impasse. Às vezes, o bloqueio indica um limite diante de exigências que já não se sustentam. Outras vezes, aponta para algo que ainda não encontrou lugar na linguagem.
Talvez a questão não seja apenas como sair da depressão, mas o que ela interrompe. A análise não oferece respostas prontas — ela sustenta a possibilidade de que algo diferente possa, enfim, ser dito.
Psicanálise, Saúde Mental, Sofrimento, Depressão
2 de maio de 2026 às 16:00:00
João Pedro Vilar Nowak de Lima

Formação e Experiência Clínica
Anos de Experiência
11
1111
Atendimentos Clínicos Realizados
11
Pessoas Atendidas
-
Mestrado em Psicologia pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
-
Participação em Palestras e Congressos
-
Percurso de formação pela
Escola Brasileira de Psicanálise (EBP)
-
Constante Implicação Clínica
-
Escuta Ética e Confidencial
-
Docência na Graduação e Pós-Graduação
Registro Ativo no Conselho de Psicologia CRP/14:08217-2
Muitas vezes tomamos como verdadeiros sentimentos que foram criados em momentos muito particular da nossa vida.
Esses afetos ganham forma ao longo do tempo e passam a orientar nossos caminhos — e também nossos impasses.
Tenho a intenção de demonstrar que aquilo que tomamos como evidente, verdadeiro, são sentidos que podem ser analisados, criticados e reformulados.

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João Pedro Nowak - Psicólogo e Psicanalista
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João Pedro Nowak - Psicólogo e Psicanalista
Nem sempre aquilo que sentimos é tão evidente quanto parece.
A psicanálise permite interrogar afetos e abrir novas possibilidades.

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Eu acredito que, com frequência, tomamos por verdadeiro, por evidentes, afetos e emoções que foram criadas em um momento muito particular da nossa vida.
Esses sentimentos vão ganhando contornos, que são tecidos no nosso imaginário de maneira muito singular e, com isso, criam-se caminhos e descaminhos.
Penso que a experiência da vida nos leva questionar muito daquilo que tínhamos como natural e normal.
Tenho a intenção de demonstrar que aqueles afetos que tomamos por evidentes, por verdadeiros, podem ser analisados, criticados e reformulados.
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