
Existe vício em apostas?
Apostar faz parte da vida, é um aspecto comum. Perder, por sua vez, faz parte do universo da aposta, isso não torna as coisas menos divertidas, inclusive, é importante para termos que calcular melhor a próxima jogada, estudar mais as variáveis. O que me chama a atenção nessa dinâmica é aquilo que se repete na aposta, pois, talvez, nisso esteja o sofrimento que a jogatina provoca e o impedimento em avançar.

O que a aposta tem a nos dizer...
O lucro, o rendimento, o proveito e o benefício: significantes que só são alcançados com o comprometimento. Nesse engajamento, o valor do que colocamos em aposta é o esboço da vantagem. Não é incomum entrar para ganhar e permanecer acumulando perdas.
Nossa percepção do que é compromisso e engajamento nos coloca para trabalhar, aprimorar as técnicas e estudar melhor as variáveis, aspectos que individualizam a responsabilidade e aguçam a imaginação; mecanismo comum da época em que vivemos, que dialoga com o neoliberalismo como gestão do sofrimento. É justamente aí que a questão se torna mais complexa. A organização do sofrimento é justaposta ao que poderíamos fazer para melhorar, descaracterizando aspectos estruturas e inovando nossa responsabilidade sobre a própria queixa. Vejam, algo nisso insiste em forma de repetição: perder, recuperar, apostar de novo. Como se houvesse uma chance capaz de apagar todas as apostas anteriores.
A lógica da aposta e o gozo
A cultura contemporânea favorece esse funcionamento. Vivemos em uma lógica de aceleração, recompensa imediata e estímulo constante. Aplicativos, cassinos online e plataformas de aposta transformam o jogo em algo disponível o tempo inteiro. Tudo funciona de maneira rápida, silenciosa e individual. Perde-se sozinho. Ganha-se sozinho. Sofre-se sozinho.
Existem repetições não obedecem ao prazer, mas sim a algo mais difícil de dominar, isso nos dá notícias sobre o gozo: uma satisfação paradoxal que persiste mesmo quando há sofrimento. Já não é necessariamente sobre o dinheiro e a premiação, mas sim pela tensão da espera, pela vertigem do risco, pela fantasia de virar o jogo da própria vida.
Existe também uma dimensão narcísica importante. A aposta oferece uma promessa sedutora: vencer sem depender de ninguém, mudar de vida instantaneamente, escapar da sensação de insuficiência. Mas quanto mais tentamos controlar a perda, mais somos arrastados por ela.
Há uma pergunta mais importante: o que está sendo colocado em jogo quando se aposta?
A análise serve para construir uma leitura da repetição. Em alguns casos, aparecem histórias marcadas pela urgência, pelo vazio, pela necessidade constante de excitação. Em outros, o jogo funciona como tentativa de escapar da angústia, da solidão ou da sensação de fracasso. Nem sempre o dinheiro é o centro da questão.
Apostar a própria palavra
Há sujeitos que apostam dinheiro tentando recuperar algo de si. Talvez por isso seja tão difícil parar. O jogo promete um instante de completude, um ponto final para a falta, mas nunca entrega o que anuncia.
A experiência analítica propõe outra direção: construir um espaço onde seja possível falar sobre aquilo que insiste. Não para encontrar respostas prontas, mas para produzir uma nova relação com as repetições e o possível sofrimento disso.Tratar apenas a consequência financeira costuma deixar intacto aquilo que sustenta a repetição.
A análise abre espaço para que não fiquemos colados e reduzidos ao rótulo de “viciado”, pois encontramos outra relação com o desejo, com a falta e com os excessos que atravessam.
Clínica, Psicanálise, Vício, Repetição
1 de maio de 2026 às 16:00:00
João Pedro Vilar Nowak de Lima

Formação e Experiência Clínica
Anos de Experiência
11
1111
Atendimentos Clínicos Realizados
11
Pessoas Atendidas
-
Mestrado em Psicologia pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
-
Participação em Palestras e Congressos
-
Percurso de formação pela
Escola Brasileira de Psicanálise (EBP)
-
Constante Implicação Clínica
-
Escuta Ética e Confidencial
-
Docência na Graduação e Pós-Graduação
Registro Ativo no Conselho de Psicologia CRP/14:08217-2
Muitas vezes tomamos como verdadeiros sentimentos que foram criados em momentos muito particular da nossa vida.
Esses afetos ganham forma ao longo do tempo e passam a orientar nossos caminhos — e também nossos impasses.
Tenho a intenção de demonstrar que aquilo que tomamos como evidente, verdadeiro, são sentidos que podem ser analisados, criticados e reformulados.

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João Pedro Nowak - Psicólogo e Psicanalista
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Entendo que cada pessoa tem circunstâncias financeiras únicas e, portanto, estou comprometido em ajustar os valores de forma transparente e aberta durante a consulta inicial, que tem custo a ser combinado no primeiro contato.
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Exceções à confidencialidade incluem situações e convocações prescritas em lei.
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Nem sempre aquilo que sentimos é tão evidente quanto parece.
A psicanálise permite interrogar afetos e abrir novas possibilidades.

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Eu acredito que, com frequência, tomamos por verdadeiro, por evidentes, afetos e emoções que foram criados em um momento muito particular da nossa vida.
Esses sentimentos vão ganhando contornos, vão sendo tecidos no nosso imaginário de maneira muito singular e, com isso, criam-se caminhos e descaminhos.
Penso que a experiência da vida nos leva questionar muito daquilo que tínhamos como natural e normal.
Tenho a intenção de demonstrar que aqueles afetos que tomamos por evidentes, por verdadeiros, podem ser analisados, criticados e reformulados.
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João Pedro Nowak - Psicólogo e Psicanalista
