
O que é Repetição para Psicanálise?
Ao pensarmos as modalidades de sofrimento, a repetição se revela um conceito precioso, delicado e muito singular. Para os que se ousam questionar é comum a dúvida: será que estou fazendo isso novamente? Abaixo falo mais sobre como a Psicanálise percebe essa manifestação à luz do inconsciente:

Repetir, recordar e elaborar?
Neste vídeo, eu parto de uma pergunta que costuma incomodar muita gente: por que repetimos aquilo que nos faz sofrer? A repetição, na psicanálise, não é um erro ou falta de aprendizado. Ela é um modo de funcionamento do inconsciente. Como Freud já indicava, o sujeito não lembra simplesmente o que viveu — ele repete, muitas vezes sem saber que está repetindo. Isso aparece nas escolhas amorosas, nos conflitos recorrentes e até nas decisões que parecem “sempre dar no mesmo”.
Ao longo do vídeo, procuro mostrar que a repetição não é apenas voltar ao passado, mas uma tentativa de lidar com algo que não pôde ser elaborado. Há um ponto que insiste, que retorna, como se algo ficasse em aberto. Por isso, não se trata de memória consciente, mas de uma atuação. O sujeito encena, vive de novo, coloca em ato aquilo que não conseguiu simbolizar . E é justamente por isso que a repetição pode ser tão enigmática: ela não obedece à lógica do “eu sei o que estou fazendo”.
O encontro com algo que escapa ao sentido
A leitura lacaniana radicaliza a ideia de repetição ao aproximá-la do real. Não é só uma insistência de sentido, mas um encontro com algo que escapa ao sentido. Há um ponto que não se resolve, que retorna sempre no mesmo lugar, marcando um limite. A repetição, então, não é só história — é estrutura. Ela revela como cada sujeito está enredado em sua própria forma de desejar, de gozar e de se posicionar diante do Outro.
A escuta da repetição
O que tento sustentar no vídeo é que a saída não está em evitar a repetição, mas em escutá-la. Quando algo começa a ser dito, quando o sujeito pode se implicar no que se repete, abre-se a possibilidade de deslocamento. A psicanálise não promete parar a repetição de imediato, mas permite que ela deixe de ser destino e possa, pouco a pouco, se transformar em escolha.
Repetição, Sofrimento, Inconsciente
23 de outubro de 2025 às 16:00:00
João Pedro Vilar Nowak de Lima
Muitas vezes tomamos como verdadeiros sentimentos que foram criados em momentos muito particular da nossa vida.
Esses afetos ganham forma ao longo do tempo e passam a orientar nossos caminhos — e também nossos impasses.
Tenho a intenção de demonstrar que aquilo que tomamos como evidente, verdadeiro, são sentidos que podem ser analisados, criticados e reformulados.

CONHEÇA O MEU TRABALHO
João Pedro Nowak - Psicólogo e Psicanalista
João Pedro Nowak - Psicólogo e Psicanalista
Nem sempre aquilo que sentimos é tão evidente quanto parece.
A psicanálise permite interrogar afetos e abrir novas possibilidades.

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Eu acredito que, com frequência, tomamos por verdadeiro, por evidentes, afetos e emoções que foram criados em um momento muito particular da nossa vida.
Esses sentimentos vão ganhando contornos, vão sendo tecidos no nosso imaginário de maneira muito singular e, com isso, criam-se caminhos e descaminhos.
Penso que a experiência da vida nos leva questionar muito daquilo que tínhamos como natural e normal.
Tenho a intenção de demonstrar que aqueles afetos que tomamos por evidentes, por verdadeiros, podem ser analisados, criticados e reformulados.
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Formação e Experiência Clínica
Anos de Experiência
11
1111
Atendimentos Clínicos Realizados
11
Pessoas Atendidas
-
Mestrado em Psicologia pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
-
Participação em Palestras e Congressos
-
Percurso de formação pela
Escola Brasileira de Psicanálise (EBP)
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Constante Implicação Clínica
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Escuta Ética e Confidencial
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Docência na Graduação e Pós-Graduação
Registro Ativo no Conselho de Psicologia CRP/14:08217-2
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