
A questão do Dinheiro
Como manejar o dinheiro no atendimento clínico? É possível chegar a um valor justo de sessão para uma pessoa? Dinheiro é sobre dar valor? Gratuidade funciona para Psicanálise? Sem dúvidas, o dinheiro, o pagamento e a assiduidade são questões capitais! Com esse horizonte fiz uma aula para o YouTube trabalhando o dinheiro à luz do Real, Simbólico e Imaginário — estruturas interdependentes e formas de laço social, conceituadas por Jacques Lacan. Veja abaixo:

O dinheiro e sua representação
Assisti a esse vídeo para escrever e percebi como isso é algo que atravessa a clínica todos os dias: o dinheiro nunca aparece apenas como dinheiro. Ele entra na cena analítica carregado de sentido, de afeto, de história. Em minha prática procuro sustentar justamente essa ideia — pagar uma sessão não é uma simples transação, mas um ato que implica o sujeito naquilo que ele diz e no lugar que ocupa diante do próprio desejo. Isso, claro, furtando-me a ingenuidade de quem crê no dinheiro apenas como algo desejoso. Ratifico o lugar capital e material, bem como a determinação real que o dinheiro engendra na vida das pessoas.
Ao longo do meu vídeo, trabalho a distinção entre o dinheiro como algo concreto e aquilo que ele representa. De um lado, ele pode ser tomado como valor material; de outro, ele opera como significante, organizando relações, medindo perdas e sustentando posições subjetivas. Na psicanálise, essa dimensão simbólica é central: o dinheiro passa a funcionar como uma forma de inscrição do sujeito na linguagem, articulando desejo e gozo . É por isso que questões financeiras, muitas vezes, revelam muito mais do que parecem — vergonha, dívida, reconhecimento, medo de perder.
A função do pagamento
No vídeo abordo como o dinheiro se distribui nos três registros: o que é da ordem do concreto, o que é da ordem do valor compartilhado e aquilo que se constrói como imagem ou crença sobre o próprio valor. Essa leitura permite compreender por que o pagamento nunca é neutro na clínica. Ele participa da transferência, marca o compromisso com o processo e evidencia a posição do sujeito frente à falta. Em termos lacanianos, aquilo que não se simboliza retorna, insistindo como resto — e o dinheiro, muitas vezes, toca exatamente esse ponto que escapa.
A leitura social e o que está em jogo
Corremos um risco quando nos afundamos demasiadamente em termos psicanalíticos pois pode haver nisso uma permissividade de exclusão do social. É importante notar que cada pessoa tem circunstâncias únicas e sobre o dinheiro, entender que ele representa uma, das várias formas de pagamento, isso porque o sujeito paga indo à sessão, paga no deslocamento, paga com o corpo, paga com suas palavras, também. É claro que nisso há um recorte social — as condições não são as mesmas para as pessoas. Uma leitura materialista e histórica deve ser contemplada, pois nisso há o envolvimento das produções de sentido, das modalidades de satisfação e demais produções do inconsciente.
No fundo, o que proponho no vídeo é um deslocamento: sair da ideia de que análise é um serviço que se compra e se consome, para entendê-la como uma experiência em que algo do sujeito está em jogo. O dinheiro, nesse contexto, não fecha a conta — ele abre uma questão. E é justamente aí que a análise começa.
Sintoma, Inconsciente, Dinheiro
30 de julho de 2025 às 16:00:00
João Pedro Vilar Nowak de Lima
Muitas vezes tomamos como verdadeiros sentimentos que foram criados em momentos muito particular da nossa vida.
Esses afetos ganham forma ao longo do tempo e passam a orientar nossos caminhos — e também nossos impasses.
Tenho a intenção de demonstrar que aquilo que tomamos como evidente, verdadeiro, são sentidos que podem ser analisados, criticados e reformulados.

CONHEÇA O MEU TRABALHO
João Pedro Nowak - Psicólogo e Psicanalista
Nem sempre aquilo que sentimos é tão evidente quanto parece.
A psicanálise permite interrogar afetos e abrir novas possibilidades.

CONHEÇA O MEU TRABALHO

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Eu acredito que, com frequência, tomamos por verdadeiro, por evidentes, afetos e emoções que foram criados em um momento muito particular da nossa vida.
Esses sentimentos vão ganhando contornos, vão sendo tecidos no nosso imaginário de maneira muito singular e, com isso, criam-se caminhos e descaminhos.
Penso que a experiência da vida nos leva questionar muito daquilo que tínhamos como natural e normal.
Tenho a intenção de demonstrar que aqueles afetos que tomamos por evidentes, por verdadeiros, podem ser analisados, criticados e reformulados.
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João Pedro Nowak - Psicólogo e Psicanalista

Formação e Experiência Clínica
Anos de Experiência
11
1111
Atendimentos Clínicos Realizados
11
Pessoas Atendidas
-
Mestrado em Psicologia pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
-
Participação em Palestras e Congressos
-
Percurso de formação pela
Escola Brasileira de Psicanálise (EBP)
-
Constante Implicação Clínica
-
Escuta Ética e Confidencial
-
Docência na Graduação e Pós-Graduação
Registro Ativo no Conselho de Psicologia CRP/14:08217-2
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O investimento em uma sessão pode variar.
Entendo que cada pessoa tem circunstâncias financeiras únicas e, portanto, estou comprometido em ajustar os valores de forma transparente e aberta durante a consulta inicial, que tem custo a ser combinado no primeiro contato.
Em relação aos planos de saúde, não estou vinculado a nenhum.
É importante notar que cada plano tem suas regras em relação ao atendimento psicológico. Recomendo que você entre em contato com seu plano de saúde para entender melhor sua cobertura, pois ela pode custear atendimentos particulares.
De todo modo, estou disposto a fornecer qualquer documentação necessária para facilitar este processo, incluindo o recibo dos valores investido.
A frequência e o tempo das sessões podem variar.
O processo de um trabalho clínico requer um compromisso de tempo e esforço que perdura um tempo significativo. Durante o tratamento é comum que a frequência das sessões sejam mais próximas umas das outras, momentos que temos várias idas durante a semana. Também pode se desenhar a necessidade de uma frequência espaçada. Tais questões variam com o percurso do tratamento e com o estabelecimento da relação transferencial que é estruturado no "tempo lógico do inconsciente", assim como o tempo de cada atendimento.
Nesse sentido o tempo de um atendimento não tem uma duração fixa. Porém, peço para reservar em torno de 40-50 minutos, podendo durar mais ou menos, a depender da necessidade de trabalho.
Tudo que é falado na sessão permanece na sessão.
Todas as informações compartilhadas durante as sessões são mantidas em estrita confidencialidade e são protegidas por leis de privacidade. Isso inclui tanto as sessões presenciais quanto as online.
Exceções à confidencialidade incluem situações e convocações prescritas em lei.
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Solicito que, sempre que possível, avise com pelo menos uma semana de antecedência se precisar cancelar ou alterar a data/horário da sua sessão. Caso contrário a sessão será cobrada normalmente. Exceções são conversadas individualmente e concedidas de acordo com a necessidade — o bom senso é um guia importante aqui.
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